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sexta-feira, 9 de novembro de 2012

EDUCAÇÃO PARA O BEM E PARA O MAL

De maneira geral acreditamos que educar é sempre educar para o bem. Em família, pelo menos antigamente, chamavam de educada uma criança que se portava bem diante dos outros, aquela que pedia a benção, que cedia o lugar aos mais velhos, que não falava palavrões, etc. Ou seja, educada era a criança que tinha um comportamento cortês e disciplinado aos olhos dos adultos da família. Para a escola, criança educada era aquela que aprendia direitinho as lições de português, matemática e ciências e tinha um comportamento disciplinado. O termo “educar” significa também criar e nutrir, entre outros significados; criar ou nutrir para viver neste mundo. Educadores são aquelas pessoas que cuidam de outras pessoas para que elas possam viver bem suas vidas neste mundo. Só que os educandos são educados por pessoas, por grupos e instituições, e essas pessoas, grupos e instituições têm suas aspirações, suas ideologias, suas crenças em relação ao que é melhor para cada pessoa ou sociedade. Na sociedade alemã, ao tempo de Hitler, julgava-se que educar bem era educar os jovens para serem nazistas. Crianças e adolescentes podem viver em meio a grupos que as educam para serem criminosas. Paulo Freire educava camponeses para terem consciência da vida injusta que levavam no campo  e construírem instrumentos para superarem essa condição. Educar, portanto, é educar para o bem ou para o mal, dependendo dos olhos de quem vê a educação e a sociedade.

Fonte: Blog do João Freire
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