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quinta-feira, 22 de março de 2012

EXERCÍCIOS E ARITMIAS CARDÍACAS

A importância das arritmias cardíacas, em sua relação com o exercício físico, cresceu de forma exponencial após o advento da reabilitação cardíaca e da massificação da prática regular de exercícios pela população geral com finalidades preventivas. Nesta revisão, os autores abordam os mecanismos pelos quais o exercício físico pode interferir no ritmo cardíaco, dividindo-os em neuro-humorais, eletrofisiológicos e hemodinâmicos.

São comentadas as alterações funcionais e estruturais que a prática regular do exercício e o treinamento atlético produzem com suas repercussões, vistas por meio dos métodos não-invasivos, representados pela eletrocardiografia, ecocardiografia, eletrocardiografia ambulatorial pelo sistema Holter e teste ergométrico. Por meio desses métodos é que se faz a avaliação dos indivíduos que apresentam sintomas suspeitos de dependerem de arritmias induzidas por esforço ou daqueles assintomáticos que tiveram uma arritmia fortuitamente detectada durante ou imediatamente após a prática de exercício.

As arritmias graves e a morte súbita provocadas pelo exercício geralmente dependem de cardiopatia orgânica e as principais cardiopatias e síndromes arritmogênicas são a miocardiopatia hipertrófica, a displasia ventricular direita, a síndrome do QT longo, a síndrome de Wolff-Parkinson-White e a cardiopatia isquêmica. Todas são analisadas quanto a sua ocorrência, diagnóstico, comportamento durante o exercício e conduta em relação à prática de exercícios. Como causa de arritmias graves ou morte durante o exercício, até a idade de 30 anos, a miocardiopatia hipertrófica é a mais importante; após essa idade, a cardiopatia isquêmica responde por cerca de 98,5% dos casos.

Na experiência dos autores, o condicionamento físico em portadores de cardiopatia isquêmica foi benéfico, reduzindo as arritmias ventriculares induzidas por esforço. Em 21 anos de experiência com reabilitação cardíaca para coronarianos, os autores registraram 10 casos de fibrilação ventricular durante o exercício, todos recuperados e representando apenas um evento para cada 50 mil horas-exercício, o que indica serem os programas de condicionamento físico um procedimento, além de benéfico, seguro.

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